quinta-feira, 27 de agosto de 2009

e só de pensar em te perder por um segundo ... eu sei que isso é o fim do mundo. Fico a me lembrar quantas vezes já morri nessa vida, quantas vezes o meu mundo já se acabou e quanto tempo eu passei pra reconstrui-lo ... e eu não acho justo que qualquer coisa ou pessoa o destrua novamente. Depois que eu descobri que a vida não podia parar e que eu não podia desistir, eu tive a certeza de que o meu mundo é feito de coisas muito além do que pessoas, amor, ou qualquer sentimento destrutível. Eu descobri que há um força muito além do que eu poderia sentir ou descrever. E quando eu digo que desisti, não pense que foi por não ter coragem de lutar, mas por não ter mais condições de sofrer. Eu desisti das pessoas, das coisas, não de mim nem dos meus sonhos .
Ainda há muito por vir e é preciso ser mais forte, reconstruir o meu mundo com um material mais firme uma coisa que não desmorone tão facilmente, regar as flores do jardim do meu mundo com sentimentos sinceros de amizades, com pessoas que valham a pena lutar e amar. Usar um cimento muito mais liguento, mesmo que demore mais pra secar. Mesmo que demore muito mais pra erguer-lo, mas que em compensação não desabe com tanta facilidade. No momento em que eu mais precisei, quando pareceu que todas as pessoas haviam me abandonado ou não me entendiam mais eu vi a luz, a lanterna dos afogados no buraco em que tudo havia caído. E hoje depois de passar por tudo de novo e mais uma vez, por não me lembrar mais o dia que eu não tive vontade de chorar, o dia em que meus labios não sentiram o gosto salgado da minha lágrima eu sinto que as lágrimas podem inundar meu quarto que mesmo assim elas não conseguirao destruir o mundo que eu estou construindo, feito de sonhos muito mais produtivos. Agora eu sei, não é desistir. É recomeçar.

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